Diário de Um Jardim

<<-@ ... As divagações filosóficas de uma rosa e seus amigos ... @->>

sexta-feira, julho 22, 2005

Diálogos monologados da Rosa acerca dos assuntos mais propositadamente sem propósitos (verdades difíceis de confrontar)


Eu gosto do que não existe. Talvez até mais do que quase tudo o que é.
Julgar-me-ás? Não sejas tolo: o que não existe é sempre mais conveniente, e pode, enfim, levar-nos àquele estado de felicidade que almejamos; afinal, na inexistência nada é tão complexo, ou tão previsível, para que esta vida imaginada não seja o tédio ou a loucura diária. Mas por que digo "diária"? Não se necessita destes subterfúgios temporais na dimensão inexistente, que pode até existir e desexistir, se for o caso.
E qual o caso?
Não sei, talvez amar infinitamente (tens licença para me chamares de tola agora: amor existe!).
Não te enganes! Meu amor é só meu, apêndice de mim, ou eu dele. E se é só meu e só se revela a mim, somente eu de fato afirmo a sua existência. Enfim: não é verdade universal, embora em mim seja o próprio universo. Assim sendo, se só eu sei que ele existe, será que não o inventei? Ninguém nunca saberá. Que importa? Quem poderá dizer que há, por exemplo, uma pessoa que não existe? E quem poderá dizer que não é exatamente esta pessoa a quem amarás ainda com toda a tua alma? Espero profundamente que a encontres.
Acabei por confundir-me. Não me dei por vencida, no entanto. A não-existência é contraditória, mas não menos que esta medíocre realidade que nos tentam acreditar. Esta, sim, é que não existe!
Não: melhor que exista! Porque volto a afirmar: eu gosto deveras do que não existe.

domingo, julho 17, 2005

Calado girassol, ausente girassol, vivente girassol, amante girassol. "VIVAM!" diz o girassol

O Girassol anda sumido que só ele. Chegaram a cogitar que ele tivesse se perdido na poeira da cidade grande. Que a rotina o tivesse finalmente devorado. Ou então que as raízes dele tivessem encontrado solo ácido e ele tivesse secado e murchado. Ou ainda, inusitado como esse rapaz é, que ele tivesse pego uma carona com os pássaros cósmicos e voltado para seu planeta.
LEDO ENGANO, MEUS COLEGAS DE JARDIM!!!
Estou mais vivo do que nunca, mais determinado do que nunca, mais super e incrível do que nunca, mais EU do que nunca!!! E tudo isso por causa desse singelo coração aí em cima. O coraçãozinho com o qual fui presenteado e do qual cuidarei com muito amor e carinho.
"CARACA!! Adorei essa foto!! Para um biólogo não tem foto melhor!! Parecem duas lagartas se beijando e formando um coração LINDUUUU!!" - cão astronauta
E o cãozito tem razão, saiba ele ou não. Porque a lagarta é o ser mais abençoado do jardim. Pois ela é o reflexo do amor. O amor que a tudo transforma. O amor que se transforma, se verdadeiro, sempre para melhor.
Meus queridos, derrotas sempre existirão. A vida volta e meia nos atropelará com seu rolo compressor nos esmagando a alma, despedaçando sonhos e tolindo os sentidos. Mas jamais se esqueçam, JAMAIS (!), que o amor é tudo que existe, tudo que sempre existiu e tudo que sempre existirá!!! Não deixem seus sentidos ou seus pensamentos lhes enganar. Sigam seus corações, eles sabem o que é bom para vocês.
Façam de suas vidas coisas extraordinárias, mesmo que elas não queiram ser!!!

Capetão 66.6 FM (Um nome bisonho sim mas não julguem o livro pela capa! ;-) )
Pato Fu

Agradeça as coisas boas
Entenda as coisas ruins
Agradeça as coisas boas
Entenda as coisas ruins

Roubaram o seu automóvel (mal)
Agora você vai ter que andar (bom)
Roubaram a sua bicicleta (mal)
Pelo menos ninguém vai te atropelar (bom)

Eu quero cinco carros para andar só com um
Eu quero um Macintosh para por o CD Rom
Eu quero mortadela pala corocar no pão
Eu quero salaminho fatiado com limão
Eu quero um iate bem comprido lá no mar
Eu quero uma casa com piscina
Eu quero uma maloca bem bonita na favela
Eu quero namorar a Maristela

sexta-feira, julho 08, 2005

APENAS * QUASE * NUNCA * TALVEZ * rOsA


Cá estou eu... novamente sentindo-me esma-gada por uma carga muito pesada e assus-tadora!...
Flor ressequida pelo frio, varrida pelo vento e presa ao inevitável por suas penosas e lamentáveis raízes; sempre ali, desejando algo mais que o medíocre, porém sendo ela mesma a mais medíocre das flores, por não aceitar ser o que é, por não mudar nada, nem ninguém, nem ela mesma.
Sempre começo comigo e termino por me ver longe de mim; talvez eu seja melhor assim: uma imagem, um resquício, uma idéia, uma lembrança. Uma sugestão. Mais nada.

segunda-feira, julho 04, 2005

*************** FLOR ****************

Que saudade que tenho deste lugar onde sempre estou, mas onde nunca fico! Eu não sei explicar este peso que levo, que não suporto, mas é meu, por castigo e escolha.
Rosa sozinha, Rosa cansada, Rosa que já não é tão Rosa, mas que sonha em ser flor-melhor, flor-mais-viva, flor-eterna. Porém, no momento, consegue ser apenas flor.